Retrato de Bruno

Convidado especial · O Cozinheiro à Beira do Fogão

Cerca de 52 anos

Bruno

Eu não entendo de tarô. Sou só cozinheiro.

Bruno sabe cuidar das pessoas. Também aprendeu da pior maneira que fazer cada vez mais pode impedir que se ouça o que já foi dito.

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Da pia junto à estação a um pequeno restaurante de bairro com vinte e quatro lugares.

Três momentos ensinaram que ajudar e escutar nem sempre são a mesma coisa.

  1. Aos 16

    Começar lavando pratos

    Entrou na cozinha pelo salário e ficou pela sensação de ver toda a equipe servir o jantar unida na hora mais corrida.

  2. Aos 43

    O restaurante fecha

    A sócia e a equipe disseram que não aguentavam mais. Ele respondeu com mais turnos, refeições melhores e piadas.

  3. Aos 45

    Reabrir fazendo menos

    Encurtou o cardápio, reduziu os lugares e começou a aceitar que um limite não é um fracasso.

Naquela vez, Bruno finalmente parou de procurar mais uma solução.

Bruno tocava um restaurante de vinte e quatro lugares com a amiga de longa data Nora. Quando pensaram em abrir mais um dia, Nora e a equipe disseram que estavam exaustas. Ele preparou refeições melhores, cobriu mais turnos e repetiu que bastava aguentar um pouco. Nora deixou a sociedade, vários funcionários saíram e o restaurante fechou por alguns meses.

Quando reabriu, o cardápio estava menor e havia menos mesas. Bruno ainda quer agir assim que vê um problema, mas hoje tenta perceber se a pessoa quer uma solução ou se acabou de encontrar coragem para terminar o que dizia. Há uma sala vazia atrás do restaurante onde ele gostaria de colocar uma mesa comprida para um jantar semanal barato, sem fazer tudo depender do próprio esgotamento.

Continue sua história com Bruno.

Comece pelo que está incomodando você ou por uma tiragem.

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